quinta-feira, 1 de novembro de 2018

#ColunaCorujão Setembro: Body Positivity - Como usar a moda a favor do amor próprio.


Em tempos de fotos de vidas perfeitas pipocando nas mídias sociais e uma avalanche de #selfies, é comum sentirmos certa tristeza e frustração ao nos compararmos ao outro. Na internet temos a impressão de que a roupa, a casa, o corpo, as viagens e a vida do outro são sempre melhores que a nossa. 

Quando damos importância demais aos comentários e curtidas de terceiros sobre a nossa vida, estamos colocando o nosso amor próprio em segundo plano e buscando ser aceitos por pessoas que às vezes nem conhecemos pessoalmente.

Esse tipo de comparação está gerando diversos problemas de autoestima, principalmente nas mulheres. A busca pelo corpo perfeito está cada vez mais fora de controle.

Indo completamente contra essa maré surgiu movimento #bodypositivity. Traduzindo para o português significa positividade corporal. Trata-se de um movimento que visa recuperar e fortalecer o amor próprio das pessoas e também a extinção de um único padrão de beleza.

Isso não significa parar de se exercitar ou de comer comidas saudáveis, caso isso te faça bem. Não significa para de querer cuidar do corpo e não praticar alguma atividade física. O movimento visa ensinar que as pessoas devem parar de odiar os pequenos detalhes do corpo que não podem mudar. É preciso aprender a conviver com as falhas e ser feliz sem se preocupar apenas com os padrões estéticos estabelecidos pelo mercado.

De acordo com uma matéria da Revista Glamour, um estudo divulgado pela rede de tratamentos Onodera em 2011 revelou que apenas 8% das brasileiras estão totalmente satisfeitas com o próprio corpo.  É um número absurdamente baixo e que precisa urgentemente ser transformado.

As mulheres vivem numa prisão estética, seja pela cor da pele, pelo formato do corpo ou pelas  rugas no rosto. O movimento body positive quer ampliar nossa percepção de que o belo é justamente a diversidade que existe nas pessoas.

Quem adere ao movimento possui naturalmente uma atitude mais positiva e amorosa em relação ao próprio corpo e não se frustra ou se diminui por conta de uma aparência que talvez não se encaixe nos padrões estabelecidos pelo mercado.  As pessoas positivas com relação ao próprio corpo sabem que o seu cabelo, tipo físico e formato corporal devem ser exaltados, pois é o que as torna únicas em meio a multidão.

Vale ressaltar que a pessoa que está dentro dos padrões de beleza tradicionais pode ser body positive no sentido de aceitar e ver a beleza de cada pessoa e incentivar o amor próprio, além de se enxergar-se belo, pois magreza não é e nunca foi sinônimo de felicidade e autoaceitação.

Uma das formas de começar esse processo interno é cercar-se de pessoas positivas. Pessoas negativas acabam julgando os outros sem motivo e podem atrapalhar a sua evolução.

Faz parte também do conceito body positive não julgar o outro pela sua aparência. Muitas vezes não percebemos que, ao comentar o corpo do outro e questionar suas escolhas, damos força para que a pessoa também caia na armadilha da perfeição.

Evite a autodepreciação. Olhe-se no espelho e aprenda a se amar. Aprenda a valorizar os traços que fazem de você uma pessoa única! Ao encontrar o seu estilo pessoal, por exemplo, você aprende a se vestir de modo mais confiante e passa consequentemente a se amar mais.

Pare de seguir modelos ou pessoas muito fora da sua realidade no Instagram. Siga pessoas normais e que levem uma vida compatível com a sua. Raramente alguém será Gisele Bündchen, portanto a frustração por não atingir os mesmo padrões que o dela é desnecessário e em vão.

A autoaceitação implica em entender que a nossa vida é imperfeita e que podemos errar, mas que isso não define a nossa felicidade.

Vamos libertar os padrões! A moda é uma ótima ferramenta para isso. Modelos e lojas plus size estão crescendo cada vez mais. Lojas que fazem parceria apenas com blogueiras dentro do padrão de mercado estão sendo crucificadas na internet. Toda essa movimentação nos mostra que o futuro da moda não vai ser apenas sobre tamanhos, mas sim sobre a mensagem que a marca passa aos outros. A personalidades das marcas e modelos vai contar muito mais, independentemente do seu tamanho ou da sua cor de pele.

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